Angolanos regressam às vitórias

Os 16 anos de Paz efectiva, marco assinalado ontem em todo território nacional, ficaram marcados sem sombras de dúvidas pela conquista de dois Campeonatos Africanos de basquetebol,  a nível dos escalões de formação no sector masculino, quase três décadas e meia depois do país erguer, pela primeira vez, o troféu de um Afrobasket a nível dos juniores masculinos, isto em 1980, altura em que a Nação celebrava cinco anos de Independência Nacional.

Os 16 anos de Paz efectiva, marco assinalado ontem em todo território nacional, ficaram marcados sem sombras de dúvidas pela conquista de dois Campeonatos Africanos de basquetebol,  a nível dos escalões de formação no sector masculino, quase três décadas e meia depois do país erguer, pela primeira vez, o troféu de um Afrobasket a nível dos juniores masculinos, isto em 1980, altura em que a Nação celebrava cinco anos de Independência Nacional.

Depois de um jejum de aproximadamente três décadas, Angola voltaria a inscrever o seu nome nos anais do desporto africano com letras de ouro, facto que encheu de orgulho os amantes da modalidade em particular, e do desporto no geral.

Manuel Silva \"Gi\", antigo internacional angolano, hoje  treinador principal do Clube Desportivo Universidade Lusíada, teve a missão de conduzir as conquistas de Angola a nível do continente berço da humanidade.

Após a conquista do título do Campeonato Africano das Nações de Sub-16, vulgo Afrobasket, isto em 2013, ainda sob liderança de Paulo Alexandre Madeira, antigo homem forte da direcção da Federação Angolana de Basquetebol (FAB),  o ex-seleccionador dos hendecacampeões africanos com praticamente a mesma geração de jogadores, arrebatava para o país o Afrobasket de Sub-18, isto em 2016, apurando a Selecção Nacional para o Campeonato do Mundo de Sub-19, competição que pela primeira vez foi disputada no continente africano, mais concretamente no Cairo, Egipto. O percurso vitorioso de Angola e da dupla técnica Manuel Silva \"G\"/Miguel Pontes Lutonda começou em 2013, quando conquistou em Madagáscar o título de campeão africano de Sub-16, derrotando na final a congénere do Egipto, por 75-66,  tendo os dois países representado o continente africano no Campeonato do Mundo de Sub-17, em 2014, competição disputada nos Emirados Árabe Unidos.

E, para não variar, a dupla Manuel Silva \"Gi\"/Miguel Pontes Lutonda voltava a brilhar, desta ao serviço da Selecção Nacional de basquetebol em Sub-18, em Kigali, capital ruandesa, vergando na final a similar do Egipto, por 86-82, assegurando a qualificação para o Campeonato do Mundo de Sub-19 de 2017, prova que decorreu no Cairo.Angola conquistava em 2016 o seu quarto troféu a nível dos juniores masculino, depois de  arrebatar o ceptro pela primeira vez, em 1980, seguindo-se as conquistas de 1982 e 1988, respectivamente.

Manuel Silva \"G\" contou com os seguintes atletas: Ismael Monteiro, Childe Dundão, bases, Cley Cabango, Glofate Buiamba, Milton Valente, extremos, Geraldo Santos e Tárcio Domingos, extremos bases, Bruno Fernando e Osvaldo Tchipepa, postes, Cristiano Xavier, Sílvio Sousa e Cristiano Gomes, extremos postes. Os últimos quatro anos foram de glória para o basquetebol jovem angolano, que mais uma vez mostrou  classe no continente berço da humanidade.

Para além do talento dos jovens jogadores e a sagacidade do técnico Manuel Silva \"Gi\" que em 1987 capitaneou a selecção nacional de juniores, que se sagrou vice - campeão africano, numa geração considerada de ouro, onde pontificavam os nomes de, Paulo Macedo, Ângelo Victoriano, David Dias, Marcolino, entre outros, Angola voltava a dominar os Afrobasket\'s jovens, domínio que se pretende prolongados, à semelhança do que acontecia a nível dos seniores masculino.

Os investimentos feitos pela antiga direcção da Federação angolana da modalidade, liderada na altura por Paulo Alexandre Madeira, antigo internacional angolano, permitiu ao corpo técnico nacional chegar, ver e vencer nas duas provas.

Hendecacampeões continuam em queda 

A Selecção Nacional de basquetebol em seniores masculino, onze vezes campeã africana, continua em queda livre, a nível do ranking da Fiba -Mundo, ocupando actualmente o lugar 37, com 197, 4 pontos, num universo de 147 países, de acordo com a última actualização feita a 28 de Fevereiro pelo organismo que tutela a modalidade a nível do globo, logo após à conclusão da primeira janela de qualificação da zona africana para a Copa do Mundo de 2019, competição a ser disputada em oito cidades da República Popular da China.

Apesar dos quatro títulos africanos arrebatados, dos sete possíveis em tempo de Paz Efectiva, nomeadamente, em 2005, em Argel, capital da Argélia, 2007, LUANDA/Angola, 2009, em Tripoli, Líbia, e em 2013, em Abidjan, Costa do Marfim, a qualidade do basquetebol angolano está  a decair nos últimos tempos. O hendecacampeoes africanos perderam os Afrobasket\'s de 2011, em Madagáscar, 2015 e 2017 na Tunísia, respectivamente.

O excelente trabalho que se fazia nos clubes, em relação ao treino desportivo, deixou-se de se fazer, de acordo com alguns especialistas da modalidade.

Aliás, os últimos resultados que as selecções nacionais alcançaram nas mais diferentes frentes internacionais, quer em femininos, quer em masculinos, ilustram perfeitamente o estado em que se encontra a modalidade que já deu muitas alegrias ao país, sobretudo, em tempo de guerra fria. A falta de políticas por parte do actual elenco, liderado por Hélder Martins da Cruz \"Maneda\", está a contribuir para a \"morte\" lenta de uma das disciplinas mais tituladas do país, à semelhança do andebol feminino.

Depois de encontrar o cinco nacional no lugar 16 do ranking da Fiba -Mundo, isto em Março de 2017, quando assumiu a direcção da Federação Angolana de Basquetebol, ANGOLA baixou  21 lugares, ocupando actualmente o lugar 37, com 197, 4 pontos, ranking que continua a ser liderado pelos Estados Unidos da América, com 735, seguido por Espanha e França, com 704,7 e 644 pontos respectivamente.

A nível do continente africano, Angola ocupa actualmente o terceiro lugar, sendo desalojada do primeiro lugar, onde esteve por mais de três décadas. A exibição menos conseguidas na primeira janela de qualificação zona africana para a Copa do Mundo, competição disputada em Luanda, assim como a não disputa de jogos nas datas FIBA,  contribuiram   para o descalabro a nível do ranking da Fiba -Mundo.

Angola falha defesa do Título 

Já sob a liderança de Hélder Martins da Cruz \"Maneda\", actual homem forte da Federação Angolana de Basquetebol (FAB), o combinado nacional na categoria de Sub-16 falhava em 2017 a defesa do título africano conquistado em 2016, situação que deixou perplexa a família da \"bola ao cesto\".

Incompreensivelmente, a direcção da FAB, encabeçada por Hélder Martins da Cruz, retirou o cinco nacional da competição, quando se preparava para seguir viagem para o palco da competição. \"Maneda\" alegou na altura que mais de quatro jogadores tinham idades adulteradas, razão pela qual decidiu não fazer deslocar o cinco nacional para defender o título africano. Esta desistência, por sinal, inédita para o país, acabou por manchar o bom nome de Angola, que o actual elenco não soube dignificar.

Elisa Pires faz história

Sob liderança da técnica Eliza Pires, a Selecção Nacional de basquetebol de Sub-16 arrebatou a medalha de prata no Campeonato Africano das Nações da categoria, vulgo Afrobasket, e assegurou a qualificação para o Campeonato do Mundo de Sub-17, prova que vai decorrer em Julho do ano em curso, na Bielorrúsia.

Depois de uma preparação atribulada no país, devido à falta de condições de trabalho (água, lanches e subsídios de transporte), as comandadas de Eliza Pires surpreenderam o país com a conquista da medalha de prata, e consequentemente, o apuramento para o Campeonato do Mundo de Sub-17.

Angola e Mali são as embaixatrizes do continente berço da humanidade no Campeonato do Mundo da Bielorrúsia, competição que vai decorrer de 21 a 29 de Julho do ano em curso.

Entretanto, o silêncio da direcção da Federação Angolana de Basquetebol está a preocupar a equipa técnica da selecção feminina de Sub-17, que pretendia arrancar os trabalhos de preparação, com vista à participação no Campeonato do Mundo da categoria, na primeira quinzena de Fevereiro.

A menos de três meses para o arranque da festa mundial a nível da \"bola ao cesto\", a incógnita em relação ao inicio dos trabalhos continua, no seio da equipa técnica nacional, liderada por Eliza Pires.