O executivo de sonho da FAF

Não importa muito quem venha a ser o presidente, mas imaginemos um executivo da FAF com um Armando Machado.

No próximo dia 17 do  mês corrente, a família do futebol angolano  vai conhecer o novo presidente da Federação Angolana de futebol.  Concorrem  três candidatos, nomeadamente, José Luís Prata, Artur Almeida e Silva e Osvaldo Saturnino de Oliveira (Jesus). Dos três, quem tem mais chances de ser o substituto de Pedro Neto? Por aquilo que conhecemos dos candidatos, podemos dizer que não é fácil apontar um vencedor antecipado. Prevê-se, uma luta  titânica, até ao fim.

José Luís Prata conhece melhor a “casa” porque fez parte de vários elencos directivos em anos anteriores, e é por excelência  um colosso do dirigismo desportivo angolano. Fez parte da direcção liderada por Justino Fernandes, que apurou pela primeira vez  o país a um Mundial, em 2006, na Alemanha.
Isso, implica dizer que o “Comandante” Prata conhece bem os meandros do futebol  Africano e os seus truques.

Em África, não é fácil apurar uma selecção nacional  para o Mundial. Jesus, tem a seu favor o facto de ter sido um dos melhores executantes do país, depois da independência. Ao lado de nomes como Pedro Garcia, Ndunguidi, Arménio, Arlindo Leitão e outros, é um personagem que esteve lá  dentro, e por isso, conhece bem o futebol  Africano . Não é por acaso, que até os  dias de hoje é dos  jogadores angolanos  mais admirado no continente.

Além disso, a nível interno, foi vice - presidente de Pedro Neto,  já foi dirigente no Petro de Luanda, conhece muito bem os problemas do futebol  angolano. Como jogador viveu tais momentos, e por isso, tem bastante experiência e isso pode ser decisivo para a escolha além de ser um candidato VIP.

Artur Almeida e Silva é um jovem com boas ideias, já tentou por algumas vezes chegar ao posto máximo de direcção do órgão que rege o nosso futebol. Se a eleição dependesse de ideias, o homem tinha meio caminho andado para lá chegar. Entretanto, para a escolha do presidente, outros factores são muito importantes, tais como o conhecimento do futebol nacional e Africano, experiência em lidar e solucionar situações difíceis, e assim por diante. Mas mesmo assim, é um personagem com uma massa cinzenta muito apurada,  pode contribuir positivamente para a renovação do nosso futebol.

Vamos esperar para ver no dia 17 de Dezembro, quem vai ser o escolhido para dirigir os quatro anos do futebol nacional. Não nos esqueçamos que o problema do nosso futebol já está identificado. A Academia de Futebol de Angola (AFA), clubes como o 1º de Agosto, Progresso do Sambizanga, Petro de Luanda, trabalham para solucionar o problema que reside na formação técnica e intelectual das camadas jovens. E, os resultados estão à vista de todos, com o surgimento de novos valores, como Gelson, Ary Papel, Diógenes, Carlinhos, Gogoró, Manguxi, Gerson e muitos outros.

Agora, precisamos de cérebros para desenharem um projecto a ser executado a curto, médio e longo prazos . Esta vai ser a missão do elenco que vencer as eleições do próximo dia 17 de Dezembro. Portanto, visto que a missão da FAF é organizar e coordenador as actividades das selecções nacionais de futebol, seria muito bom que o seu elenco directivo fosse o resultado de uma selecção dos melhores cérebros do nosso futebol.

Não importa muito, quem venha a ser o presidente, mas imaginemos um executivo da FAF com um Armando Machado, Rui Campos, Bento Kangamba, Jesus, Artur Almeida, Comandante Prata, Ambrósio Narciso mais um, ou outro desta estirpe! Não há duvidas de que seria uma mais valia para o nosso futebol. Por isso, o novo presidente da FAF, tem de ser um bom congregador, um homem com uma visão aguçada e com muita humildade e perspicácia para saber ouvir e filtrar as melhores ideias.

Quando o assunto for soluções para o futebol, não haja  fulanizações e muito menos o “eu e o meu grupo”. Os problemas de uma selecção nacional são questões de Estado. Por isso, todos os personagens credenciados para o feito devem rever-se na direcção. Isto implica dizer, que deve criar-se uma espécie de Conselho, onde homens de reconhecido valor no dirigismo desportivo e que contribuíram e têm contribuído com o seu saber para o desenvolvimento do nosso futebol tenham  uma palavra a dizer, quando necessário.

Diz-se que quem corre por gosto não se cansa. Portanto, quem vencer as eleições sabe de antemão que vai herdar um “baú” de problemas que precisam de ser solucionados. Para isso, tem de montar um executivo competente, composto de homens que  realmente amem o futebol, e estejam dispostos a servir  incondicionalmente.

Os nomes acima avançados, são um exemplo do tipo de pessoas que  devem fazer parte do novo executivo, da nova FAF. Nestes casos, para o bem do futebol, o executivo deve ser indicado por competência e não por conveniência.
Augusto Fernandes