CAN Olímpicos defrontam África do Sul

Selecção Nacional de Sub-23 procura resultado de conforto para a segunda mão

A África do Sul é um adversário de má memória para Angola, até em Luanda, os futuros Bafana Bafana costumam estragar o dia aos Palancas Negras. É com esse peso do passado, que os Palanquinhas tentam contrariar amanhã, a partir das 16h00,  no Estádio 11 de Novembro, em Luanda, o aparente favoritismo dos forasteiros. A ideia inicial, é construir um resultado que mantenha de pé, o sonho dos Jogos Olímpicos 2020, Tóquio, capital do Japão.

Os Palanquinhas ainda não mostraram o potencial na corrida aos Jogos Olímpicos, ainda assim, vão lutar para provar que podem, também, ir a casa alheia fazer a festa da qualificação. Para isso, é importante que os angolanos cumpram a sua obrigação, vencer é fundamental, dar o primeiro passo, para manter acesa a chama da qualificação.

A necessidade de ganhar é uma obrigação para os Palanquinhas, mas isso, de modo algum significa, que tenham de ganhar a todo o custo, este tipo de atitude pode tornar-se num fardo adicional, que só estorva o desempenho competitivo de quem tem de marcar golos, e suficientes para passar toda a pressão para o adversário.O plantel nacional é formado por jogadores experientes, há vários que aos poucos começam a reivindicar o espaço no nosso futebol, pois, fazem exibições regulares nas suas equipas. Tudo de bom, ou de mau, que os Palanquinhas fizerem, vai depender do poder de inspiração desses talentos, uma boa atitude competitiva pode resultar na vantagem necessária para ir mais descansado ao jogo em casa dos sul-africanos.

A África do Sul está longe do esplendor, que exibiu quando começou a tornar-se no adversário intratável para os angolanos, mas a qualidade da sua formação ainda faz com que seja uma equipa que mereça profundo respeito, capaz de uma vez mais causar dissabores na capital angolana. O estilo de jogo dos sul-africanos é quase sempre o mesmo, uma equipa generosa demais, que gosta de fazer jogo aberto, não importa o valor do seu oponente.

A qualidade da posse de bola é determinante para os objectivos traçados pelas duas selecções, via de regra, os sul-africanos são como peixe na água, quando é necessário esconder a bola ao adversário, esse é um dos detalhes em que os angolanos têm de estar atentos, porque podem cair na armadilha, desorganizar e abrir brechas para o adversário entrar e sentenciar o jogo. 

O jogo da primeira mão, é parte da eliminatória, é isso que os Palanquinhas têm de ter sempre em mente, na hora de mostrar as suas acções, deixar que o adversário tome conta do jogo pode complicar as contas finais.