Angola acredita
A Selecção Nacional de futebol em honras, sob comando técnico do sérvio Srdjan Vasiljevic, reconhece esta tarde o relvado do Estádio de Francistown, palco amanhã do desafio que a opõe a similar do Botswana, referente a sexta e última jornada do Grupo I da campanha de apuramento a Taça de África das Nações. Para já, uma vitória frente as Zebras tswanesas é resultado preconizado pela equipa técnica do conjunto.
Com efeito, Vasiljevic e pupilos têm consciência da espinhosa missão que lhes reserva este duelo com os tswaneses, que apesar de já não terem nada perder e nem tão pouco a ganhar, ainda assim vão procurar fazer jus à sua condição de anfitriões, para dificultar ao máximo a tarefa dos Palancas Negras. A conquista dos três pontos, para os angolanos, assume-se tão crucial como se de pão para a boca se tratasse.
É verdade que o adversário, mesmo já sem qualquer chance de se qualificar para o Campeonato Africano das Nações (CAN) deste ano, que acontece no Egipto de 21 de Junho a 19 de Julho próximos, ainda assim vai procurar jogar pela honra e prestígio.
Apesar de actuar na condição de forasteiro, o combinado nacional é, assumidamente, favorito à conquista da vitória, um facto que, para já, terá de provar em campo.Vitorioso nos três jogos realizados em casa desta campanha selectiva a grande montra do futebol africano, que o Egipto volta a acolher treze anos depois, Angola busca em Francistown, além da sua primeira vitória extra-muros nesta caminhada, os três pontos que lhe permitem carimbar o passaporte para a grande cimeira continental.
E isso só se poderá consumar com atitude ousada e, acima de tudo, com determinação dos jogadores.Efectivamente, a vitória é o melhor dos cenários que pode ocorrer para o conjunto às ordens do sérvio Srdjan Vasiljevic, já que o Burkina Faso, apontado, a partida, como conjunto mais forte do grupo, vê hoje a sua sorte dependente de terceiros e, particularmente, daquilo que venha ser a prestação de Angola nesta derradeira jornada. Um eventual deslize dos Palancas Negras frente as Zebras, pode colocar os Cavalos na rota do Egipto, mas desde que vençam em Ouagadougou, sua casa, a já qualificada Mauritânia.
Por isso mesmo, tal como o fizeram na recepção as Zebras a 9 de Setembro de 2018, no Estádio 11 de Novembro, em Luanda, os Palancas têm de procurar ser igualmente eficazes nesta deslocação a Francistown.E a eficácia que os adeptos da Selecção Nacional rogam aos pupilos de Srdjan Vasiljevic é que consigam, também, um triunfo, mesmo que seja pela margem mínima, como ocorreu em Setembro do ano passado, quando Gelson Dala fez as honras da casa, apontando o tento de Angola.
Também é verdade que o profícuo jogador do Rio Ave, de Portugal, que esteve acometido com uma lesão durante três meses e que só na semana passada iniciou o trabalho campo com a sua equipa, não pode fazer parte da festa em Francistown, mas ainda assim há outros recursos no xadrez do conjunto angolano.
Porém, como a melhor defesa é o ataque, Angola tem de procurar ser eficiente neste duelo com Botswana, fazendo bem as transições da defesa para o sector ofensivo e ensaiar, sobretudo, um esquema que permite fechar bem as linhas de passe do adversário.Portanto, recomenda-se ao combinado nacional uma atitude ousada, mas sem descurar, todavia, a redobrada vigilância que deve merecer a zona defensiva, em que, na certa, será o principal alvo dos tswaneses neste jogo de Francistowm.
JOB DE FORA
O médio Job, que havia sido repescado pelo seleccionador nacional, acabou por não seguir ontem para Francistown. Srdjan Vasiljevic deixou igualmente de fora para o jogo decisivo os atletas Mano Calesso, Dasfaa, Mira, Ndulo e Tó Carneiro. A caravana da FAF, que integra 64 pessoas, entre dirigentes e membros da equipa técnica, conta com 23 jogadores, entre eles o capitão Mateus Galiano que falha o jogo por acumulação de cartões amarelos. Os jogadores à disposição de Srdjan Vasiljevic são: Landu, Tony Cabaça e JB (guarda-redes); Massunguna, Wilson, Buatu, Eddie Afonso, Bastos, Paizo e Isaac (defesas); Herenilson, Show, Fredy, Djalma, Manguxi, Stélvio e Geraldo (médios); Vá, Igor Vetokele, Wilson Eduardo, Chico e Mabululu (avançados). O seleccionador nacional pode começar o jogo de amanhã com o seguinte onze: Landu; Jonathan Buatu, Bastos, Dani Massunguna e Paizo; Show, Herenilson, Job e Fredy; Wilson Eduardo e Djalma Campos.
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