Esperança renovada

Petro decide qualificação na última jornada diante do Gor Mahia do Quénia ,Com uma exibição de encher os olhos , o Petro de Luanda foi superior ao Nas Hussein Dey, para somar os três pontos ,importantes na corrida para os quartos-de-final da Taça da Confederação, onde terá de decidir o passe na última jornada em casa do Gor Mahia do Quénia, no próximo domingo.

Com uma exibição de encher os olhos , o Petro de Luanda foi superior ao Nas Hussein Dey, para somar os três pontos ,importantes na corrida para os quartos-de-final da Taça da Confederação, onde terá de decidir o passe na última jornada em casa do Gor Mahia do Quénia, no próximo domingo.
O golo de antologia de Job e o penálti cobrado por Tiago Azulão, devolveram a esperança aos tricolores, para lutarem até ao fim, na derradeira jornada Os visitantes foram os primeiros a incomodar a defesa petrolífera, mas Elber respondeu com mãos seguras, transmitindo confiança aos seus colegas para o que restava do jogo.
Em resposta, os pupilos de Beto Bianchi despertaram e obrigaram os argelinos a defender, em cinco minutos criaram várias oportunidades para marcar, mas tanto as cabeçadas e os remates, principalmente de Tiago Azulão, levaram a direcção errada.
Os tricolores mostraram atitude e queriam adiantar-se no marcador o mais cedo possível. Job aos 15´, encarregou-se disso, através de um livre directo, apanhando de surpresa o guarda-redes Merbah, que certamente esperava que o capitão do Petro de Luanda fizesse o cruzamento para a área.
O golo despertou a formação argelina, que teve de apostar no ataque e desfazer-se das amarras tácticas e do habitual jogo calculista de adormecer o adversário.
Em função do resultado da primeira volta, onde a equipa do Magrebe venceu por 2-1, era imperioso que petrolíferos ganhassem no seu reduto por uma margem superior, de modos a encarar o desafio decisivo com maior confiança.Vendo o atrevimento dos pupilos de Meziane Ignil, os tricolores trataram de mostrar quem mandava em sua casa e dilataram o resultado aos 37´, por Tiago Azulão, através da cobrança de uma grande penalidade, após um derrube sobre si mesmo.
A situação gerou alguma celeuma entre os jogadores do Nas Hussein Dey, que insurgiram-se contra o árbitro das Ilhas Seychelles, originando uma admoestação com a cartolina amarela ao seu capitão.No reatamento, os pupilos de Beto Bianchi entraram retraídos e o adversário aproveitou para incomodar o último reduto dos caseiros.
  O remate de Raiah chegou a causar calafrios a Elber aos 49´.
 A bola embateu no poste direito e passou por toda a extensão da linha de golo em sentido oposto, sem entrar, uma atitude prontamente corrigida pelo técnico brasileiro, que pediu aos seus comandados para subirem mais no terreno.  Depois de perder em casa na jornada passada diante do Zamalek do Egipto, por 0-1, os petrolíferos mostraram uma postura diferente, voltaram a dar alegria aos seus adeptos com um futebol alegre e ofensivoO resultado de 2-0 dava vantagem aos tricolores no confronto directo com os argelinos e era importante não sofrer nenhum golo, apesar das várias tentativas do adversário, que nunca atirou a \"toalha ao tapete\".
O regresso de Vá ao ataque, após falhar o jogo passado por acumulação de cartões amarelos, contribuiu para que o Petro de Luanda tivesse maior dinâmica ofensiva e, dada a sua mobilidade, causou inúmeras \"dores de cabeça\" aos adversários. O cronómetro andou e as duas equipas não conseguiram alterar o marcador, para felicidade dos tricolores.

MELHOR EM CAMPO
Oportuno Azulão  

O abono de família do Petro de Luanda, Tiago Azulão, não deixou os seus créditos em mãos alheias e tratou de carimbar a sua assinatura com um golo provocado por si, que baixou o ânimo dos argelinos, limitando-se a lutar para marcar o golo de honra. Felizmente para os petrolíferos não aconteceu. O camisola 20 foi combativo no ataque e tentou sempre visar a baliza adversária, seja de cabeça ou com os pés, mas o guarda-redes Merbah esteve no seu caminho, falhando apenas numa única ocasião: a grande penalidade cobrada aos 37´.

OPINIÃO DOS TÉCNICOS
Beto Bianchi Petro de Luanda
\"Agradeço o belo gesto do treinador da equipa argelina, por ter ido ao balneário felicitar os meus jogadores. É a primeira vez que isso acontece na minha carreira como treinador. Em relação ao jogo, já sabíamos que seria muito difícil, pois tivemos um adversário de grande potencial. Chegou como líder do grupo e, por isso, tivemos que jogar o tudo ou nada. Os jogadores fizeram um enorme esforço, sobretudo num momento em que o clima estava muito quente\".

Meziane Ignil Nars Hussein Dey \"Falhámos no plano físico\" \"Foi um jogo difícil. Além das condições do jogo, o Petro de Luanda é um adversário que tem um bom nível. Já sabíamos que a equipa adversária tem uma acção técnica muito avançada, mas, também, os meus jogadores sentiram o clima. Não conseguiram aguentar. Nós falhámos no plano físico\".

ARBITRAGEM  Castigo máximo foi bem aplicado    O árbitro Bernard Camilles, proveniente das Ilhas Seychelles, gerou alguma polémica, sobretudo aos jogadores do Nas Ussein Dey por assinalar uma grande penalidade a Tiago Azulão, aos 35´, instalando-se a dúvida se foi dentro da área ou fora dela. Apesar disso, o juiz manteve a mesma posição e os tricolores aumentaram a vantagem para dois golos. O \"homem do apito\" demorou em mostrar os cartões amarelos no primeiro tempo para ambas as formações, em função do número de faltas cometidas à margem da lei, uma situação que beliscou a sua actuação.