“Existe má fé do presidente da APF”

Dirigente do Santa Rita de Cássia FC desmente haver irregularidades na inscrição da equipa 

O presidente do Santa Rita de Cássia FC do Uíge, Nzolani Pedro, desmentiu a informação posta a circular pela Associação Provincial de Futebol local (APFU) nos órgãos de comunicação social, que afirma haver irregularidades no processo de inscrição do referido clube que compete no Girabola Zap 2018/2019.
Nzolani Pedro, que falava em exclusivo ao Jornal dos Desportos, assegurou que todo dossier foi entregue completo, assinado e devidamente verificados pela APF do Uíge e a FAF fez a sua recepção.
“Se o presidente da APF (Agostinho Neves António) faz informações de irregularidades, isso mostra que existe mentira e pouca fé de ver o clube progredir”, disse.
O presidente explicou que se trata de problemas pessoais e não com a legalidade do processo do clube, por isso, assegurou e tranquilizou o público, que o Santa Rita de Cássia está legal e apto para trilhar o seu caminho normalmente no Girabola Zap 2018/2019.
Nzolani Pedro esclareceu que, aquando da realização das eleições da nova direcção da APF do Uíge, havia duas listas, sendo uma A e a outra B. Após a recepção das mesmas, o Santa Rita seguiu a leitura dos programas no qual a lista B é que convinha ao clube, assim como mais seis clubes a favor desta mesma lista, e um apenas para a A. Depois da aprovação do dossier pela comissão eleitoral, ficou prometido o dia seguinte para publicação dos resultados e a observação dos votos, facto que não aconteceu.
“Tudo ficou inviabilizado, fomos informados de que havia apenas um clube que estava legalizado e que era permitido a votar, porque que os demais estavam ilegais, o que não corresponde a verdade. O facto de o Santa Rita ter votado na lista B e não na A, onde figurava o actual presidente da APF, foi um dos motivos para começarem os problemas  entre a APF e a direcção do Clube Santa Rita”, referiu.
Outra questão em causa, segundo Nzolani Pedro, é o facto do presidente da APF do Uíge ser o gestor do Estádio Municipal 4 de Janeiro, onde o Santa Rita de Cássia FC, várias vezes, encontra dificuldades para realização de treinos.
“O presidente da APF é também o dono da empresa Kipe - Empreendimento, responsável pela gestão do Estádio Municipal 4 de Janeiro, que fere não só a
Lei da Probidade Administrativa, mas também os regulamentos da Federação Angolana de Futebol”, disse.
O presidente do Santa Rita de Cássia FC fez saber que o governo do Uíge, no último encontro que teve com a direcção da APF, orientou esta no sentido de entregar a responsabilidade do estádio 4 de Janeiro à equipa, o que não aconteceu até agora.
“No último encontro que o governo da província teve com a direcção da APF, foi aprovado, por unanimidade, que o estádio 4 de Janeiro ficasse sob responsabilidade do Cube Santa Rita, o que não aconteceu, e quando precisamos treinar não temos acesso fácil, somos obrigados a procurar outros lugares impróprios. Se o governo provincial está preocupado em apoiar o clube, não faz sentido o clube pagar novamente o mesmo dinheiro a um outro singular. Não faz sentido, que um clube de casa passe por várias dificuldades, para realizar um treino no referido campo. Se lá fora temos facilidade com os amigos e colegas de outras equipas, que nos facilitam a realização dos treinos e aqui que é a nossa casa? Esperamos que o governo da província resolva esta situação”, sustentou.


APF DO UÍGE
Santa  Rita  de  Cássia  contesta  gestão

Os clubes da província do Uíge já não se revêem na gestão da actual direcção da Associação Provincial de Futebol (APFU), liderada por Agostinho Neves António, segundo o presidente do Santa Rita de Cássia FC, Nzolani Pedro, em entrevista ao Jornal dos Desportos.
Com base nisso, segundo avançou, dentro de dias, os clubes vão manifestar a sua indignação junto da Direcção Provincial da Juventude e Desportos, para que se encontre uma verdadeira solução ou uma nova direcção da APF, que acompanhe e ajude os clubes a evoluírem.
Nzolani Pedro lamentou o facto da APF nunca ter convocado uma assembleia ou uma reunião, para tratar de assuntos que têm haver com a vida dos clubes.
“Situação do género nunca aconteceu no Uíge, um presidente da APF queixar o clube na FAF, não comunicar com a Direcção Provincial da Juventude e Desportos ou reunir com os associados. Não vamos admitir que questões pessoais venham denegrir a alegria do povo uígense, que quer ver o futebol crescer”, disse Nzolani Pedro.
O presidente do Santa Rita de Cássia lamentou, igualmente, as constantes ausências da província do líder da APF. Para ele, quando se trata do futebol, exige a presença para fazer o acompanhamento do processo desportivo.
“Uma coisa é ser do Uíge e a outra é viver no Uíge e fazer acompanhamento daquilo que o futebol exige, porque no futebol não há engenheiros, mas sim requer a presença, o que não acontece com o actual presidente da APF. Estes são os principais motivos dos problemas entre a APF e o Santa Rita de Cássia FC. Não se trata de irregularidades processuais para legalidade do clube no Girabola Zap. Santa Rita é uma direcção
coerente e frontal, que deseja levar o nome da província ao nível mais alto”, disse.
A situação que se vive no futebol uigense, levou com que a Direcção Provincial da Juventude e Desportos local, reunisse na passada semana, à porta fechada, com as direcções da APF e do Santa Rita de Cássia FC.
A Direcção Provincial da Juventude e Desportos, segundo Nzolani Pedro, aconselhou ambas as direcções e deu luzes à APF sobre como lidar com os clubes, para o desenvolvimento do desporto na província.
Nzolani Pedro garantiu acatar na integra os conselhos que foram dados no encontro e assegurou que o Santa Rita vai continuar cumprir com os compromissos com a APF, como mandam os regulamento