Vitória justa em jogo fraco

Com golos de Nary e Ebunga, rubricados ainda na primeira parte, o Kabuscorp precisou de apenas 25 minutos para produzir o resultado necessário no embate diante do Sagrada Esperança da Lunda Norte, disputado ontem no estádio dos Coqueiros.

Com golos de Nary e Ebunga, rubricados ainda na primeira parte, o Kabuscorp precisou de apenas 25 minutos para produzir o resultado necessário no embate diante do Sagrada Esperança da Lunda Norte, disputado ontem no estádio dos Coqueiros.
Pressionado pela necessidade imperiosa de vencer, para redimir-se das duas derrotas averbada nas jornadas anteriores, os palanquinos entraram com tudo no jogo e muito cedo deixaram transparecer no relvado a imagem de um colectivo disposto a resolver o jogo muito cedo.
Fruto desta postura evidenciada pelos pupilos de Sérgio Traguil, se pode dizer que o Kabuscorp começou o desafio a vencer, pois aos cinco minutos Nary colocaria os palanquinos em vantagem, num cabeceamento certeiro, na sequência da cobrança de um livre.
Apesar de bem povoado no seu meio campo, a missão do conjunto diamantifero de tentar suster a pressão a que esteve sujeito nos minutos iniciais ou de descobrir as vias de acesso à baliza contrária não se adivinha fácil. O Sagrada revelava dificuldade em produzir uma jogada com princípio meio e fim, suficiente para provocar calafrios ao guarda-redes Elber.
Fruto desta quase inoperância atacante, a zona intermediária do Kabuscorp teve espaços e liberdade para criar. Ou seja, Nandinho, Gui, Ebunga e Filhão tinham nos pés todas as soluções para imprimir caudal ofensivo ao ataque da equipa. Aliás, era por este quarteto que passavam todas as soluções do futebol dos palanquinos.
Dada a qualidade do futebol apresentado, o conjunto do Palanca tomou conta do jogo, assumiu domínio territorial e acabou sendo com naturalidade, também, que chegou ao segundo golo, por Ebunga, aos 25 minutos, numa jogada individual de belíssimo efeito.
O golo provocou sérios danos na estrutura psicológica dos diamatíferos, que jamais encontraram formas de travar o ímpeto ofensivo do adversário. Com Nandinho a surgir endiabrado nos extremos, ora na esquerda, ora na direita, a trocar os olhos aos laterais do Sagrada, facilmente o ataque dos donos da casa teve caudal para correr junto à baliza dos forasteiros.
A perder por 2-0 esperava-se outra postura do Sagrada. Mas, debalde. A equipa da Lunda Norte continuou a revelar impotência para chegar com perigo à baliza do Kabuscorp. E como quem não marca arrisca quase sempre a sofrer, por sorte os diamantíferos não dilataram a vantagem no marcador.
A história do jogo não se alterou até aos instantes finais, apesar do técnico Ekran Asma ter feito várias alterações à equipa, pois nem Higino e muito menos Ben Traore que vieram do banco descobriram os caminhos de acesso às redes contrárias.