Regressos e estreia dominam as atenções

Perante uma competição atípica como a que está prestes a iniciar, os primo -divisionários são as equipas que sentem mais o peso de uma prova disputada a "cinco velocidades" e que pode inclusive causar desconforto, a julgar pelas dificuldades de vária ordem que hoje se vive.

Perante uma competição atípica como a que está prestes a iniciar, os primo -divisionários são as equipas que sentem mais o peso de uma prova disputada a \"cinco velocidades\" e que pode inclusive causar desconforto, a julgar pelas dificuldades de vária ordem que hoje se vive.
Sporting de Cabinda, Domant F. C. de Bula Atumba e  Cuando Cubango têm de provar e contrariar na competição,  a teoria de que descem os recém -promovidos, ora, perante a estonteante competição devem aguentar na corda e fixar um lugar ao sol.
O Girabola Zap 2018 tem o início ao meio de imbróglios pouco recomendáveis, em que alguns casos devem ter claramente faltado o bom senso, para que alguns quesitos fossem resolvidos sem os alaridos criados. Assim, pode ser de facto penoso para as equipas, porquanto, a pedalada este ano vai ser estonteante na verdadeira acepção da palavra.
Quer uma como outra, apesar de festejarem efusivamente a ascensão, devem estar literalmente limitadas em termos competitivos. O Sporting de Cabinda e o Domant F.C. regressam à fina flor do futebol nacional, sabem que na Segundona não efectuaram o trajecto que deviam. Não por suas culpas, mas fundamentalmente do modelo que foi adoptado. E, nisso veio por arrasto  o Cuando Cubango, que se estreia na principal competição do País.
Os leões do norte, por exemplo, segundo o que se constata, está a fazer o seu “trabalho de casa”, à procura de formas expeditas para a sustentabilidade que garanta a estabilidade no campeonato. A direcção da formação do Bengo veio à terreiro garantir que não vão ter problemas de maior, enquanto a equipa do Cuando Cubango pouco ou nada se sabe à seu respeito.
A questão financeira pode ser uma enorme “pedra no sapato” das três formações, se tivermos em conta a crise em que todos estão mergulhados e à exiguidade de recursos disponíveis. Hoje por hoje, até os grandes “choram” a falta das necessárias verbas.
No capítulo competitivo, a preparação que cada uma das três equipas efectuaram ao longo da pré-época, tem como objectivo transformar os campos que são seus “santuários, em “infernos” para os outros. A teoria é procurar não perder em casa e ir sempre buscar pontos fora.
De resto, para concretizarem tal desiderato, têm de afinar todos os aspectos de natureza organizativa e dotarem-se de um cunho profissional à toda  estrutura do futebol das suas agremiações, em que o rigor deve imperar. Pois, só desta forma podem fazer frente no plano competitivo, independentemente dos orçamentos e qualidades do plantel.
MC