1ª de Agosto vira o foco para o Girabola

A concretização do penta (quinto título consecutivo) no Girabola, bem como a manutenção da máxima distinção na Taça de Angola, passaram a concentrar, desde sábado à noite, o foco do 1º de Agosto para o que resta cumprir na época futebolística.   

A concretização do penta (quinto título consecutivo) no Girabola, bem como a manutenção da máxima distinção na Taça de Angola, passaram a concentrar, desde sábado à noite, o foco do 1º de Agosto para o que resta cumprir na época futebolística. 

Frustrado o objectivo de disputa dos quartos-de-final da Liga dos Clubes Campeões Africanos, face ao empate (1-1) frente ao Zesco United da Zâmbia, sábado na cidade de Ndola, os militares do Rio Seco, orientados por Dragan Jovic, ambicionam atingir a regularidade no plano doméstico. 

Apesar da tristeza, por terem visto escapar a possibilidade de discutir o apuramento com o Zamalek do Egipto, no Estádio Nacional 11 de Novembro, os rubro e negros preferem valorizar os ganhos registados no capítulo da experiência competitiva, por defrontarem equipas da elite africana. 

“Ninguém gosta de perder. Os nossos jogadores estão tristes, porque sentem que temos capacidade para fazer melhor. Mas quem quer ser grande em África, não pode ficar a contemplar o insucesso, mergulhado em lamentações. Na quarta-feira teremos já a eliminatória da Taça de Angola, prova que queremos voltar a conquistar. 

Esperamos fazer a mesma abordagem no Girabola, sobretudo por estarmos prestes a igualar um registo histórico no nosso futebol, vencer cinco campeonatos seguidos”, argumentou o treinador. 

Ao analisar o jogo com o Zesco, Ivo destacou o desempenho da equipa, por ter gostado da entrega dos atletas, a quem, na sua óptica, faltou sorte para que pudessem regressar ontem a Luanda inteiros na discussão da presença na etapa seguinte da prova continental. 

“Fizemos um bom jogo. Criámos, no início, situações para marcar. Na segunda parte o adversário foi para cima de nós, depois de termos feito dois ataques com perigo. Conseguimos reagir ao golo sofrido e repor a igualdade. Faltou um pouco de sorte e frieza, na parte final, para fazer o tento da vitória”, afirmou o treinador. 

Muito querer e pouca força 

O 1º de Agosto esteve distante da postura que prometeu assumir ao longo da preparação do desafio. A ousadia anunciada por Jovic ficou pelas intenções, porque na prática viu-se um Zesco enérgico, sem qualquer interesse de conceder facilidades, embora estivesse arredado da discussão do apuramento, por força da igualdade (0-0) do Zamalek diante do TP Mazembe, sexta-feira na cidade do Cairo. 

O apoio prometido pelo colosso do Congo Democrático, por intermédio do seu proprietário, o empresário e político Moise Katumbi, que em conversa com o presidente do clube militar, Carlos Hendrick da Silva, garantiu a presença da equipa no Egipto na máxima força aconteceu. 

Faltou ao embaixador angolano ser inteiro na maior parte do jogo. Permitiu que o adversário ganhasse gosto pelo domínio dos acontecimentos, ao ponto de ser submetido a períodos de constante pressão, bem respondidos por Neblu, guarda-redes isento de culpas no golo sofrido. 

A estrutura de duplo pivô, Macaia e Mário, apoiados por Ibukun na transportação da bola, sucumbiu muito cedo à pressão do quarteto de médios armados por George Lwandamina, que ganhou a aposta em Chama, Mwelwa Mwape, 

Chaila e Were, causadores de desassossego na estrutura defensiva comandada por Dany Masunguna e Bobó. 

Os campeões do Girabola só ganharam critério na posse da bola com a entrada de Buá, em substituição do lesionado Nelson da Luz. A entrada de Lionel Yombi aumentou a capacidade de choque nas bolas divididas, reforço aplaudido por Mabululu, até então desamparado. 

O facto das contas do apuramento estarem arrumadas não apaga o foco do 1• de Agosto em relação ao jogo do próximo sábado. Os jogadores sabem que têm de jogar para vencer, pela honra e o bolso, já que os pontos somados permitem fazer encaixe financeiro.

Dragan Jovic sem vitória na prova 

O treinador da equipa principal de futebol do 1º de Agosto, Dragan Jovic, continua sem vencer na fase de grupos, da 24ª edição da Liga dos Clubes Campeões Africanos, soma três empates e duas derrotas, aguarda ainda pela primeira vitória, no seu ano de estreia, nesta etapa da maior competição continental à nível de clubes.

 O timoneiro bósnio orienta a formação militar, pela quarta época, soma três títulos de campeão do Girabola Zap e esta é a primeira vez, que consegue o apuramento para a fase de grupos, depois das edições anteriores ser travado nas eliminatórias de acesso.

Dragan Jovic foi eliminado pelo Kampala City do Uganda (2017) e AS Otoho do Congo Brazaville (2018/2019), uma situação que impediu os militares de atingirem o objectivo de entrar para a fase de grupos, da Liga dos Clubes Campeões Africanos.

Apesar de alcançar a meta, essa época (apuramento para  fase de grupos), o técnico bósnio ainda não festejou uma conquista de três pontos e terá a possibilidade de fazê-lo na despedida da competição, em Luanda, quando receber, no dia 1 de Fevereiro, no Estádio 11 de Novembro, a formação do Zamalek do Egipto, desafio a contar para a sexta e última jornada.

Os números de Dragan Jovic, na Champions, contrastam com os que apresenta  no Girabola Zap, em que lidera o campeonato, pois, na competição africana ocupa a última posição, com três pontos, tendo marcado quatro golos e sofrido sete tentos.

“Ganhamos experiência suficiente”

A prestação da equipa do Petro de Luanda, no jogo da quinta jornada do Grupo C, da Liga dos Clube Campeões Africanos de futebol,  que se disputou, sábado, no Estádio 11 de Novembro, em que empatou a dois golos com o Mamelodi Sundows, é um resultado que não reflecte o esforço dos jogadores, segundo o técnico Tony Cosano que promete lutar pela dignidade de Angola, em busca da primeira vitória, na presente edição da prova. 

O treinador tricolor disse que o grupo às suas ordens  joga com equipas muito experientes, mas o Petro de Luanda procura representar com alguma dignidade o país, na maior prova de clubes do continente.

“Mais uma vez procuramos a vitória, sofremos um golo e antes do intervalo empatamos. Fizemos uma segunda parte melhor, mas no fim sofremos o empate. Acho, que ganhamos experiência suficiente, nestes cinco jogos”, referiu.

Bastante enfurecido com a contestação dos adeptos, pela prestação dos tricolores na competição continental, o treinador espanhol disse que presta contas à direcção do clube, aos jogadores e não aos adeptos.

Cosano afirmou que mesmo sem se qualificar para a fase seguinte da Liga dos Campeões, para o jogo frente ao USM da Argélia, vão lutar pela dignidade do país e da busca da primeira vitória na prova. 

O Petro de Luanda esteve em vantagem nos minutos finais do jogo, permitiu o empate (2-2) diante do Mamelodi Sundows da África do Sul, o terceiro empate, por sinal, todos em casa. A equipa tricolor mostrou-se ávida de um triunfo, no seu reduto, uma vez “esfumada” a possibilidade de apuramento aos quartos-de-final, mas foram os visitantes quem se adiantaram no marcador, aos 22 minutos, por Sirini Rodriguez, na marcação de um penálti.

O árbitro maliano, Mahamadou Keita, voltou a assinalar outro penálti, aos 40 minutos, desta vez a favor dos tricolores,  na transformação o capitão Job igualou o marcador a uma bola, resultado com que as equipas foram ao intervalo.

Na segunda parte, o Petro, sem Tony e Herenilson (ambos lesionados), melhorou a prestação em campo, que permitiu colocar-se em vantagem com golo de Jacques Tuyisenge, aos 71 minutos, na sequência de um cruzamento de Picas. 

Após ter sofrido o segundo golo, a equipa sul-africana perdeu o controlo do jogo, por certo tempo, situação não aproveitada pelos tricolores, que pareciam ter pouca crença na execução de lances, além da falta de sorte.

Contra “corrente” de jogo, numa altura em que quase tinha a partida controlada, o Petro viu o Mamelodi fazer o tento da igualdade, aos 88 minutos, por Madisha, que saltou mais do que a defesa contrária e cabeceou.