Angola falha presença no pódio da competição

A selecção nacional sénior masculina de andebol perdeu, ontem frente a Argélia por 27-32, na partida de atribuição do terceiro lugar, depois de uma primeira parte equilibrada, de onde saiu a perder pela marca tangencial de 14-15. Os angolanos consentiram a terceira derrota consecutiva no pavilhão do Complexo Olímpico de Rades.  

A selecção nacional sénior masculina de andebol perdeu, ontem frente a Argélia por 27-32, na partida de atribuição do terceiro lugar, depois de uma primeira parte equilibrada, de onde saiu a perder pela marca tangencial de 14-15. Os angolanos consentiram a terceira derrota consecutiva no pavilhão do Complexo Olímpico de Rades.

O “sete” nacional já levava uma desvantagem de um golo (14-15) ao intervalo, o que indiciava uma segunda parte equilibrada. Os argelinos reentraram de rompante, tentando desestabilizar a defesa do “sete” nacional. Os Guerreiros não se deixaram intimidar pelos assobios e apupos vindos das bancadas e mantiveram o equilíbrio até aos 20 minutos, altura em que os adversários conseguiram finalmente sair do “ora marco eu ora marcas tu”. Com o desfazer da igualdade (empates aos cinco minutos, 19-19, e aos quinze, 20-20), adiantaram-se no marcador.

A partir desta altura, os Guerreiros cometeram vários erros técnicos que foram aproveitados pelos argelinos para encetar a fuga no marcador e distanciaram-se com 28-23, decorridos 22 minutos. A vantagem foi gerida até ao apito final.

Os Guerreiros não souberam tirar partido das exclusões de dois minutos dos jogadores argelinos. A equipa magrebe, mesmo a jogar com menos duas unidades, conseguiu manter a distância no marcador entre quatro e cinco golos para o desespero do técnico Nelson Catito e de alguns jogadores, que já trocavam palavras menos amistosas, quando as jogadas não corriam de feição. Os adeptos argelinos faziam antecipadamente a festa nas bancadas, conforme o relógio se aproximava do fim da partida.

Manuel Nascimento “Manucho” foi o melhor marcador dos angolanos e da partida com sete golos, seguido por Feliciano Couveiro, com cinco. Pelos argelinos destacou-se Moustapha Hadj com cinco golos e foi eleito o melhor jogador do desafio. Messaoud Berkous foi mais certeiro com sete. 

DESPEDIDA DE SÉRGIO LOPES

Sérgio Lopes, o veterano da equipa, despediu-se ontem dos colegas da Selecção Nacional e dos membros da Federação Angolana de Andebol presentes aqui na Tunísia, banhado em lágrimas. O jogador, que foi dos menos utilizados pelo técnico Nelson Catito nesta competição, coloca assim fim a uma carreira internacional iniciada em 2004 no Campeonato Africano disputado nessas paragens e no Mundial da Alemanha em 2007.

Os Guerreiros ocuparam a quarta posição, lugar que garante a participação no Campeonato do Mundo no Egipto, em 2021.Egipto reconquista titulo continental.

Egipto reconquista titulo continental

O Egipto recuperou, ontem, o título sénior masculino de andebol ao derrotar a Tunísia por 27-22 na final da 24ª edição do Campeonato Africano das Nações, num desfecho em que os Faraós contrariaram o favoritismo dos locais, dominaram do principio ao fim para o sofrimento e decepção das mais de 15 mil almas, que lotaram completamente o Pavilhão do Complexo Olímpico de Rades.

Certos a defender e eficazes no ataque, muito cedo os faraós mostraram que estavam na quadra para impor as regras do jogo. Entraram de rompante e conseguiram logo no início uma vantagem de dois golos. Os anfitriões empurrados pelos milhares de adeptos ainda esboçaram uma reacção, mas os visitantes tinham a lição bem estudada e não davam hipótese de uma aproximação no resultado. Chegaram ao intervalo a vencer por uma confortável margem de quatro golos: 15-11.

Na segunda parte, foi apenas o confirmar da vitória dos Faraós, que tirando proveito de duas exclusões dos anfitriões ampliaram a vantagem para cinco golos para depois fazer de forma inteligente a gestão do resultado até ao apito final.  

FICHA TÉCNICA

Pavilhão de Rades

Assistência: 12 mil espectadores

Arbitros: Boualloucha Ismail e Khenessi Ramzi “Tunisia”

ANGOLA:  Agnelo Quitongo (1), Jaroslav Aguiar, Gabrriel teka (3), Rome Hebo (3), Otoniel Pascoal (1), Adilson Maneco, Manuel Nascimento “Manucho” (7), Feliciano Couveiro (5), Mário Tati (1), Cláudio Chicola, Geovanny Muachissengue, Elsemar Pedro, Custódio Gouveia, Sérgio Lopes, Edvaldo Ferreira (4) e Deklerk Sibo (2).

Treinador: Nelson Catito (Angolano)

ARGÉLIA: Achraf Hamza, Zoheir Haim (4), Hammoucheabdneour, Messadod Berkous (7), Hichem Daoud (2), Mohamed Griba, Riad Chahbour, Redouane Saker (3), Hichem Kaabache (4), Okba Enssad (1), Aleaddine Hadidi, Kalifa Ghedbane, Abderahim Berriah (4), Reda Arib, Moustapha Hadj (5) e Ayoub Abdi (2).

Treinador: Alain Portes (Francês)

Ao intervalo: 14-15

Resultado final:27-32 

RDC completa quadro de mundialistas

A selecção da República Democrática do Congo (RDC) derrotou, ontem, a do Gabão e confirmou a sétima posição no Campeonato Africano das Nações, que encerrou, ontem, em Rades. Os congolenses garantiram a presença no Campeonato do Mundo que se disputa no Egipto, em 2021.

A RDC juntou-se assim aos combinados da Tunísia, Egipto, Argélia, Angola, Cabo Verde e Marrocos, que tinham garantido a participação no evento mundial, a ser disputado pela terceira vez, no continente africano, depois das organizações do Egipto em 1999 e 2004 e da Tunísia.

A África vai ter sete representantes, na competição mundial, pelo facto da Federação Internacional de Andebol (IHF) ter aumentado o número de participantes, para 32 selecções nacionais. Cabe seis vagas para a Confederação Africana (CAHB), mas o facto do Egipto albergar o evento deixou espaço, para mais uma equipa do continente.

Nesta edição, a maior parte das federações e das equipas participantes da competição foram apanhadas de surpresa, com as “calças na mão”, como se diz na gíria desportiva. Os novos moldes de disputa adoptados pela CAHB impõem, a cada equipa, fazer um número de jogos superior ao previsto.

Nos moldes anteriores, depois da fase preliminar, a competição passava para a fase do “mata -mata”, mas nos actuais são formados outros grupos que se disputam no sistema de todos contra todos, a uma volta, para definir as formações que vão para a fase a eliminar, das classificativas e da Presidente Cup.

Os dois primeiros dos grupos da fase de grupos são juntados com os segundos de outras séries (A/B e C/D), levando os pontos trazidos da preliminar para definir os quatros semi-finalistas.

Os terceiros classificados também são agrupados em duas séries para a definição das equipas que disputam do quinto ao  oitavo. Os últimos formam os grupos para discutirem as últimas posições da competição: do décimo ao 15º lugar. Um sistema de disputa designado “main Robim”, todos contra todos a uma volta, agora adoptado pela maioria das modalidades colectivas de sala. 

 “Falhámos o último objectivo”   

Na conferência de imprensa, Neslon Catito afirmou que o país falhou a missão definida para o campeonato africano disputado na Tunísia.

“Falhámos o último objectivo que era a manutenção do terceiro lugar. Saímos daqui com o sentimento de que fizemos tudo o que estava ao nosso alcance, mas não conseguimos. Vamos continuar a trabalhar para os próximos objectivos”, disse. Questionado se continuaria caso fosse convidado pela Federação Angolana, afirmou: “de bom grado\". E justificou: \"Qualquer treinador gostaria de estar num Campeonato Mundial. É sempre bom estar numa competição deste nível. É claro que aceitaria”. Edvaldo Ferreira “Moreno” justificou o desaire. \"Lutámos e tudo fizemos para ganhar. Foi difícil e temos de felicitar o adversário pela vitória. Vamos analisar tudo o que aconteceu durante a preparação e na competição e continuar a trabalhar para os próximos compromissos. Quero agradecer ao treinador pela forma como lidou connosco”, rematou.