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Selecção embarca amanhã para Sangalhos

Depois de quatro semanas de preparação, no Centro de Alto Rendimento de Malanje, a Selecção Nacional de ginástica rítmica, na categoria de juniores, segue viagem amanhã, sexta-feira, para Sangalhos, Portugal, onde vai competir no Torneio Internacional de disciplina, prova que vai decorrer de 12 a 14 do mês em curso.

Depois de quatro semanas de preparação, no Centro de Alto Rendimento de Malanje, a Selecção Nacional de ginástica rítmica, na categoria de juniores, segue viagem amanhã, sexta-feira, para Sangalhos, Portugal, onde vai competir no Torneio Internacional de disciplina, prova que vai decorrer de 12 a 14 do mês em curso.
O conjunto angolano vai disputar a prova em individual, integra três ginastas, designadamente, Evaldina Severino (Benguela), Elizabeth Muangondo (Malanje) e Luana Gomes (residente em Portugal).
A seleccionadora nacional, Maria Victória, disse em declarações ao Jornal dos Desportos, que está consciente das dificuldades que o grupo vai encontrar, por tratar -se de uma prova, em que vão estar presentes todos os clubes de Portugal.
\"É uma competição importante, a última de âmbito internacional do nosso calendário. Apesar do trabalho de preparação, que tivemos no Centro Especial de Malanje, as ginastas possuem pouca experiência. A nossa participação vai ser importante não só para trazer medalhas, mas para manter contacto e ganhar experiências com outras ginastas\", disse.
A equipa angolana vai manusear os aparelhos de massa, fita, arco e bola, parte amanhã, para o palco da competição.

Medalhas no Zonal
A conquista das 33 medalhas no Campeonato Africano da Zona V, que se disputou em Pretória, na África do Sul, mereceu elogios do presidente de direcção da Federação Angolana de Ginástica, Auxílio Jacob.
O dirigente afirmou, que o objectivo foi cumprido na íntegra.
\"A ginástica está de parabéns. Penso, que tivemos boa prestação nesta prova. É mais uma vitória para o país, e o segundo lugar foi conquistado com muito trabalho e dedicação\".
Relativamente às 33 medalhas, contam-se dez de ouro, 15 de prata e oito de bronze. O resultado colocou a Selecção Nacional na segunda posição, depois da África do Sul, que ocupou o primeiro posto. As selecções da Namíbia e Zimbabwe contentaram-se com o terceiro e quarto lugares, respectivamente.
A modalidade continua  a ter  agenda cheia, falta a participação no Campeonato do Mundo da Rússia, prova que vai decorrer de 14 a 18 deste mês.
A julgar pela qualidade técnica dos atletas do tumbling, vamos ter sem dúvidas mais alegrias, no desfecho do Mundial da Rússia. O pódio é o objectivo principal do conjunto angolano.

Mundial da Rússia
Dificuldades marcam preparação de Zulmira Ndjepele

A preparação da ginasta huilana, da especialidade de tambling, Zulmira Ndjepele, integrante da Selecção Nacional de ginástica, com vista ao mundial da Rússia, foi marcada por inúmeras dificuldades, relacionadas com a falta de material de trabalho.
O presidente de direcção da Associação Provincial dos Desportos Individuais da Huíla, Juka Fernandes, disse que como resultante disso, está apreensivo quanto ao alcance de resultados positivos da atleta nesta competição.
 Juka Fernandes sustentou, que uma atleta que fica um mês parada, perde muitas capacidades técnicas.
“Tem de estar sempre a treinar, em dias alternados. É um pouco complicado termos atletas de alta competição na província. A Huíla tem problemas sérios, em termos de apoio aos desportistas. Neste momento, tem desporto porque existem carolas e pessoas que amam o desporto. Há pessoas que dão de tudo de sua vida, meios pessoais para manter o desporto na Huíla”, revelou.
 Juka Fernandes confirmou que a preparação da ginasta, Zulmira Ndjepele, foi feita com muitas dificuldades. “Praticamente, posso dizer, que não treinou porque logo que chegou, teve problemas de aulas e provas em atraso. E, na Huíla, já não tem condições  materiais para a Zulmira Ndjepele fazer o seu trabalho. O que estávamos a fazer, é um trabalho de manutenção da lesão contraída,  há já algum tempo”, salientou.
Face à estas dificuldades, vivenciadas pela atleta Zulmira Ndjepele, o presidente da Associação dos Desportos Individuais da Huíla, propõe à Federação Angolana de Ginástica (FAG) convencer os pais ou encarregados de educação da ginasta, para que nos próximos tempos, passe a residir em Luanda ou em Malanje, onde existe Centro de Treinos de Alto Rendimento, com melhores condições de trabalho para a modalidade.
 “Nessa ordem de ideias, queria apelar à FAG, para ver se consegue fazer alguma coisa junto da família, para permitir que a nossa atleta internacional esteja preparada para futuros compromissos”, salientou.
 A situação da atleta do Clube Desportivo da Huíla, Zulmira Ndjepele, afirmou Juka Fernandes, é preocupante. Por isso, defendeu, a província da Huíla precisa de trabalhar para ter as mínimas condições,  para os praticantes da modalidade de ginástica.
O dirigente associativo esclareceu, que neste momento, estão a trabalhar com um mestre em educação física e professor do Curso de Educação Física, do Instituto Superior de Ciências de Educação (ISCED-Huila) onde desenvolve um trabalho de base que vai permitir que dentro de 2 a 3 anos, tenham atletas de ginástica, nos escalões de Sub-12,11, 10.
Gaudêncio Hamelay - Lubango