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Vamos ao dérbi

Envolvidos na luta pelo título, o 1º de Agosto e o Petro de Luanda protagonizam hoje  no Estádio 11 de Novembro, em Luanda, o jogo grande da 10ª jornada do Girabola Zap.

Envolvidos na luta pelo título, o 1º de Agosto e o Petro de Luanda protagonizam hoje  no Estádio 11 de Novembro, em Luanda, o jogo grande da 10ª jornada do Girabola Zap, numa altura em que o campeonato se encaminha para cumprir a última etapa da primeira volta.
Tido como o dérbi  dos dérbis, o jogo coloca frente a frente o actual campeão, com onze títulos, e o seu principal rival que continua a conservar o estatuto de campeão dos campeões, com quinze campeonatos ganhos.
Separados na tabela classificativa por cinco pontos (13-8) e com dois e quatro  jogos em atraso, respectivamente, militares e petrolíferos perfilam-se no pelotão das equipas que lutam pelo título, independentemente do bom ou mau momento, da posição classificativa, do plantel, do treinador que esteja no comando, entre outros itens.
Apesar de se tratar  de um jogo da primeira volta,  pode ter alguma influência nas contas finais para qualquer um dos contendores. Se por um lado, temos um 1º de Agosto sedento de pontos para galgar as escadarias para o topo e estar mais próximo dos concorrentes, por outro, temos um Petro de Luanda à procura de mais coesão, a fim de não mais claudicar perante os seus opositores.
Ainda  longe de mostrarem um futebol de encher as vistas, por tudo o que já produziram até aqui, tanto a equipa do Rio Seco, quanto a do Catetão, estão condenado  a se  esmerarem para não deixarem os créditos em mãos alheias, nem defraudarem a expectativa da mole de gente que  vai se deslocar hoje ao Estádio 11 de Novembro, para testemunhar ao vivo e a cores o “trumunu” dos “trumunus”.  
É no mar de desequilíbrios entre ambos, o Petro na quinta posição com 13 pontos, e o 1º de Agosto  na 14ª com oito pontos, que se aguarda com redobradas expectativas e grande emoção pelo dérbi mais esperado do futebol nacional. Zoran Maki e Beto Bianchi nem precisam de inspirar os seus jogadores,  estes em jogos desta natureza têm razões bastantes para estar motivados, querem todos e cada um fazer parte do espectáculo.
De um e outro lado podem encontrar-se executantes de um nível acima da média, como são os casos de Mira, Erinilson, Tiago Azulão, Tony, Carlinhos, Diney, pelo Petro de Luanda (que não conta com o concurso do capitão Job, por castigo) e Geraldo, Bobó, Ibukun, Razaque, Buá, Massunguna em dúvida  que tudo vão fazer para corresponder com o grande interesse que o jogo desperta no seio dos aficionados do desporto -rei no país.
Com os três pontos na mira das duas equipas, em que uma derrota é o pior dos cenários, ambos vão ter de usar a inteligência, a paciência e os argumentos técnicos e tácticos para tornarem real a pretensão e saírem sorridentes do Estádio 11 de Novembro.Porém, dado o equilíbrio que caracterizam os jogos entre si, o desfecho aponta para a incógnita no resultado, é de certo modo arriscado vaticinar um palpite, pelo que para os apostadores, a melhor opção é uma tripla (1X2).