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A ofensiva militar

A direcção do Clube 1º de Agosto encetou contactos, esta semana, junto do organismo reitor do futebol mundial, na tentativa de inviabilizar ontem jogo da primeira “mão” da final da Liga dos Campeões Africanos entre o Al Ahly do Egipto e o Esperance de Túnis da Tunísia, que acabaram por não sortir o efeito desejado. Para o efeito, o vice-presidente do grémio militar deslocou-se a Zurique, Suíça, onde está situada a sede da Federação Internacional de Futebol Associado (FIFA).

A direcção do Clube 1º de Agosto encetou contactos, esta semana, junto do organismo reitor do futebol mundial, na tentativa de inviabilizar ontem jogo da primeira “mão” da final da Liga dos Campeões Africanos entre o Al Ahly do Egipto e o Esperance de Túnis da Tunísia, que acabaram por não sortir o efeito desejado. Para o efeito, o vice-presidente do grémio militar deslocou-se a Zurique, Suíça, onde está situada a sede da Federação Internacional de Futebol Associado (FIFA).
Paulo Jorge Mangueijo procurou junto dos corredores do organismo que superintende a modalidade-rainha tentar impedir a realização da disputa da final entre a formação egípcia, a mais titulada do continente, e a tunisina, que afastou o 1º de Agosto, na segunda “mão” das meias-finais, no Estádio Olímpico de Radès, Túnis, em que o árbitro zambiano Janny Sikazwe foi o grande protagonista. Apesar do estatuto de mundialista, o zambiano teve uma actuação tendencialmente favorável a equipa da casa. 
O dirigente agostino, que se fez acompanhar na deslocação a Zurique por um advogado credenciado pela FIFA, seguiu munido de um “dossier” a espelhar todos incidentes registado neste jogo de Radès, mas nem isso serviu como prova suficiente para que a CAF anulasse o duelo entre egípcios e tunisinos, no Cairo. O D\'Agosto, depois da vitória de 1-0 em Luanda, perdeu em Túnis por 4-2, sentenciando, assim, o resultado no cômputo das duas “mãos” em 4-3, que não lhe permitiu chegar à final inédita do seu historial. E, como se não bastasse o facto de ter inclinado o campo totalmente a favor da equipa do Magreb, o árbitro Janny Sikazwe permitiu o uso, no estádio, de gás lacrimogéneo pela polícia tunisina, que afectou o guarda-redes Tony Cabaça do 1º de Agosto, o treinador Zoran Maki e outros membros da equipa militar.
Cortou lances cruciais da equipa do “rio seco”, permitiu o anti-jogo dos tunisinos em grande parte da contenda e bem assim como a continuidade desta sem condições de visibilidade e para respirar. O juiz zambiano, que habitualmente tem dirigido encontros de futebol em que desfila também o assistente angolano Gerson Emiliano dos Santos, deixou clara a ideia de ter sido coagido, daí o facto de não ter validado um terceiro golo do 1º de Agosto, que por assim dizer, resolveria a contenda a seu favor.
No entanto, o afastamento do D\'Agosto na Liga dos Clubes Campeões constitui um rude golpe para os amantes do futebol no país e da equipa, em particular, que esperavam vê-la desfilar na final, por tudo quanto fez ao longo da sua campanha, onde tirou do caminho outros colossos do continente, como o Todo Poderoso Mazembe da República do Congo Democrático (RDC) e Bidwest Wits da África do Sul. De resto, os angolanos aguardavam, expectantes, por um aparecer favorável da CAF em relação ao protesto manifestado sobre este jogo contra o Esperance de Túnis...