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A chegada dos heróis

Chega hoje ao país a selecção de futebol para amputados que conquistou, na cidade de San Juan, no México, o título mundial desta competição. Como é cultura do nosso povo tributar calorosa recepção aos seus campeões, em diferentes modalidades,  não haverá excepção à regra. Um ambiente de festa aguarda pelos nossos heróis.

Chega hoje ao país a selecção de futebol para amputados que conquistou, na cidade de San Juan, no México, o título mundial desta competição. Como é cultura do nosso povo tributar calorosa recepção aos seus campeões, em diferentes modalidades,  não haverá excepção à regra. Um ambiente de festa aguarda pelos nossos heróis.
Na verdade, a selecção teve um desempenho a todos os títulos exemplar, revelando-se claramente superior aos adversários que cruzaram o seu caminho, até se achar próximo da conquista, para depois daí assumir o título como objectivo que não mais lhe podia escapar, mesmo perante a concorrência de outras equipas presentes na prova com igual propósito.
Mas os angolanos sabiam o que era preciso fazer para consumar o objectivo. Em momento algum se intimidaram perante o nome ou a grandeza competitiva das outras equipas. Tiveram crença em si mesmo, na sua capacidade combativa e como quem pensa grande sempre triunfa, do sonho à realidade foi um simples passo.
Claro está que na final a Turquia tentou complicar a empreitada, mas encontrou pela frente um adversário com fortes argumentos, que não estava, minimamente, preparado para facilitar as coisas. A correlação de forças em campo estava visível, razão por que as equipas chegavam ao final igualadas, tendo o resultado sido decidido por via da marcação de grandes penalidades.
Poder-se-á dizer que a vitória teve um sabor especial para uma equipa que na edição de 2014 já tinha dado mostras da sua valia competitiva, com a conquista da segunda posição, depois de perder o jogo da final por 3-1 diante da Rússia. Afinal no desporto é assim. O segredo é sempre procurar melhorar classificativamente. E quem tinha terminado em segundo não podia aspirar a outro lugar que não fosse o primeiro.
O ouro sorriu para Angola, premiando todo um esforço que tem vindo a ser conjugado pela direcção do Comité Paralímpico Angolano que, por entre todas as dificuldades com que as instituições desportivas se debatem nos dias presentes, em momento algum se exonerou das suas responsabilidades. O desporto paralímpico é dos que têm maior vitalidade no país.
O país não pode ficar indiferente perante este feito tão retumbante e significativo. Os campeões do mundo vão ser recebidos e acompanhados em passeata até à Cidadela Desportiva, evento a que todos os luandenses estão convidados, de modo a conferi-lo uma grandeza ao nível da própria conquista.
Nas redacções dos media continuam a chegar mensagens de felicitação aos campeões mundiais pelo esforço conjugado, pela entrega, pela bravura que foram factor determinante para a conquista do título. Em resumo, Angola agradece e se sente orgulhoso pelo feito dos seus filhos.