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Denúncias antigas

A suspensão da árbitra FIFA,  Maximina Bernardo, pelo órgão competente da Federação Angolana de Futebol, continua na ordem do dia, porém, a tomada de posição perde por  tardia, dado que em tempo oportuno muitas foram as denúncias feitas acerca do conluio de árbitros (alguns) e clubes, em esquemas que indiciavam corrupção.

A suspensão da árbitra FIFA,  Maximina Bernardo, pelo órgão competente da Federação Angolana de Futebol, continua na ordem do dia, porém, a tomada de posição perde por  tardia, dado que em tempo oportuno muitas foram as denúncias feitas acerca do conluio de árbitros (alguns) e clubes, em esquemas que indiciavam corrupção.
As denúncias de corrupção remontam a décadas e alguns jornalistas do Jornal dos Desportos  chegaram mesmo a ir declarar em tribunal levados pela FAF, por se negarem a denunciar as suas fontes, caso despoletado com o então director do jornal a ser condenado com pena suspensa.
A afirmação de determinado dirigente desportivo de um clube, de que a segunda parte do Girabola é dos dirigentes, deve ser tida em conta, quando acontecem situações caricatas na competição, com os homens do apito a ser protagonistas de jogos com actuações ou atitudes dúbias em determinadas situações.
Nem todos os clubes enveredam pela prática de aliciamento a árbitros, da mesma forma que não se colocam todos os juízes  no saco dos que recebem dinheiro ou  de outros incentivos, para influenciarem os resultados de jogos.
Os clubes investem, seriamente,  esperam tirar partido do trabalho e do esforço dos seus jogadores.
Fazem uma grande ginástica em cumprir com os contratos de atletas e treinadores, assim como, do respectivo pessoal administrativo de apoio, pelo que perder jogos por culpa de árbitros, é sempre doloroso. A fazer fé nas denúncias de corrupção feitas ao longo do tempo, todavia, que acabaram sempre engavetadas pelo organismo competente da FAF, muitos outros processos deviam ser levantados, mas sem o respectivo andamento, pois, a constituírem crimes de corrupção passiva, estão amnistiados à luz da Lei nº11/16 de 12 de Agosto que no âmbito do seu artigo 1º, ponto 1, estipula, que  são amnistiados todos os crimes comuns puníveis  com pena de prisão de 12 anos, até 11 de Novembro de 2015.
De qualquer forma, o facto da FAF encarar  as denúncias, agora, com mais seriedade, serve de aviso aos corruptos e corruptores que doravante o seu comportamentos menos digno pode vir a ter outro tratamento, para que a verdade desportiva nunca seja beliscada e o futebol volte a ganhar credibilidade que se deseja. Há que fazer bons exercícios, no combate à corrupção, no futebol nacional.