Pavilhão da Nossa Senhora do Monte degrada a olhos vistos

Tecto falso deteriorado, pintura envelhecida, parede revestida de líquen e canalização danificada são algumas das novas características do pavilhão.

Tecto falso deteriorado, pintura envelhecida, parede revestida de líquen e canalização danificada são algumas das novas características do pavilhão multiusos da Nossa Senhora do Monte. Erguido em 2008, na província da Huila, para acolher os jogos do Afrobasket, o empreendimento carece de uma intervenção técnica com urgência. O grito dos huilanos visa salvaguardar a infra-estrutura desportiva com capacidade para albergar dois mil espectadores.
Desde a sua construção, o pavilhão da Nossa Senhora do Monte nunca beneficiou de reabilitação física.Por falta de financiamentos, o projecto do Gabinete Provincial da Cultura, Turismo, Juventude e Desportos da Huila, que visava a reabilitação daquele empreendimento, parou em 2014.
A infiltração da água deve-se ao sistema de canalização. Está ressequida. O director do Gabinete Provincial da Cultura, Turismo, Juventude e Desportos da Huila, Joaquim Barbante Tyova, assegurou que recentemente ligaram uma bomba para sucção das águas (para evitar o uso de baldes) e detectaram tubos ressequidos.
A água pode acelerar a degradação do piso. Se acontecer \"é o fim do pavilhão\".
A cobertura do empreendimento, uma chapa ondulada oval, também está ressequida e \"não é possível endireitá-la mais\".
O mercado local não oferece aquele material.  Sem dinheiro orçamentado, a entidade responsável pelo desporto na Huila \"procura conter os níveis de degradação com pequena manutenção, suportada por receitas e contribuições\" resultantes do arrendamento do recinto. As igrejas, associações juvenis e desportivas constituem as principais clientes, segundo Joaquim Barbante Tyova.
O dirigente assegurou que \"o pavilhão não tem orçamento próprio para acudir a degradação\". O material usado na construção \"é maioritariamente descartável\" e \"não é o mais adequado ao clima da Huila\". Os contraplacados servem de paredes dos balneários entre outros cómodos.
\"O pavilhão da Huila espelha cansaço. As chuvas e a ventania desfazem-no. As infiltrações das águas vão continuar até o final da época chuvosa e é imperioso uma intervenção séria no cacimbo\", disse.
Joaquim Barbante Tyova reiterou que a degradação pode ser acentuada no próximo ano, caso se insista \"na reabilitação de contraplacados\". O dirigente sugere a substituição de contra-folheados por alvenaria de betão. A título comparativo, disse que a divisória dos balneários do Arena do Namibe é de mármore.
\"Nos próximos anos, não vamos ter o pavilhão multiusos da Nossa Senhora do Monte, caso não se tome medidas nesse cacimbo\", alertou.
Além do piso, os balneários e as bancadas são os que se encontram em bom estado técnico.

ANEXO Nº 2
EM CONCLUSÃO

Depois de os meliantes saquearem quase tudo no pavilhão número dois, Joaquim Barbante Tyova, garantiu que está numa fase conclusiva de requalificação. O sistema de iluminação para os jogos nocturnos está garantido. As janelas e as portas estão substituídas.
Com a capacidade para albergar 500 espectadores, o recinto foi alvo de saque dos aparelhos sonoros, sanitas, tecto falso e material eléctrico.
\"Substituímos os contraplacados por betão. Falta-nos recursos financeiros para a pintura e sanitas\", disse.
A falta de energia e de água ficou para a história. A ENDE (Empresa Nacional de Distribuição de Energia) e o sector de energia e água do governo provincial da Huila ultrapassaram a situação.
“Já temos energia eléctrica no pavilhão anexo nº 2. Substituímos a instalação avariada. O pavilhão foi muito bem concebido e construído com bom material. Temos poucos problemas naquele recinto”, ressaltou.