Ténis retoma os dias altos

O ténis nacional pode vir a conhecer novos rumos, no que tange à massificação e desenvolvimento, em virtude do voto de confiança que os associados atribuíram à lista de consenso para dirigir os destinos da modalidade, no ciclo olímpico 2016/2020, cujo pleito eleitoral se realizou no sábado,  na sede do Comité Olímpico Angolano, localizado no complexo da Cidadela Desportiva.

O ténis nacional pode vir a conhecer novos rumos, no que tange à massificação e desenvolvimento, em virtude do voto de confiança que os associados atribuíram à lista de consenso para dirigir os destinos da modalidade, no ciclo olímpico 2016/2020, cujo pleito eleitoral se realizou no sábado,  na sede do Comité Olímpico Angolano, localizado no complexo da Cidadela Desportiva.
Sob a liderança do presidente da direcção cessante, Matias Castro da Silva, o novo elenco contou com o beneplácito de clubes e Associações sediados nas províncias de Cabinda, Lunda - Norte, Benguela e Huíla, referenciados entre os maiores pólos de desenvolvimento com excepção de Luanda, que apenas esteve representada no pleito pelo 1º de Agosto, em virtude da Associação ainda não ter realizado a renovação de mandatos dos respectivos corpos sociais.
Outro ponto negativo, relativamente à capital do país, foi a não participação do Clube de Ténis de Luanda, alegadamente, por alguns representantes da hierarquia considerarem o processo eleitoral \"ilegítimo\" e que não se revêem na estrutura orgânica constituída por entidades conhecedoras do dossier da modalidade dos courts e das raquetes, imbuídos do desejo de devolver vitalidade ao desporto em alusão.
Supervisionado por representantes do ministério da Juventude e Desportos, o escrutínio eleitoral decorreu de forma serena.  A partir das 9h30, os associados começara a enviar os votos por correio electrónico, que deu lugar à contagem de votos e à  divulgação dos resultados provisórios, quando os ponteiros do relógio apontavam  às 12h00.
A comissão eleitoral foi presidida por Domingos Pedro Pascoal, teve como secretário, José Alberto Macaia,  escrutinador foi Alberto dos Santos. A população votante era constituída pela Associação Provincial de Ténis de Benguela (Clube de Ténis de Benguela, Bananeiras do Cavaco), Associação de Cabinda( Benfica clube de Cabinda, Futebol Clube de Cabinda, Sporting de Cabinda),  Associação provincial da Huila (Águi Sport Clube do Calombiro, Clube Desportivo da Huila, Sport Clube do Lubango), Associação Provincial da Lunda -Norte( Clube Desportivo Sagrada Esperança, Clube de Ténis do Dundo, ENDE),  Luanda esteve presente pelo clube 1º de Agosto.
Os resultados definitivos são apresentados hoje à comunicação social, entretanto, os membros das diferentes Associações já endereçaram mensagens de solicitação ao presidente eleito, Matias Castro da Silva, que deve ser coadjuvado pelo vive - presidente, Garcia Kiambi, e secretário -geral, Garcia Malengue.
Matias de Castro sente-se regozijado pela confiança que foi depositada, para dar continuidade ao  programa de resgate da mística do ténis nacional, muito abalada pela interferência de forças externas que minam a harmonia entre a família do ténis, em defesa de interesses inconfessos.
Eleito em 2012, por unanimidade, em substituição do consulado de José Dias, Matias Castro deixou as impressões digitais na hierarquia da modalidade das raquetes com a regularização do vínculo de Angola à Federação Internacional de Ténis (ITF) e  à Confederação Africana de Ténis (CAT),  liquidou as excessivas dívidas contraídas pelos elencos anteriores.
A realização regular dos campeonatos nacionais, participação de Angola em torneios da região Austral e Norte do continente, a proximidade com as Associações provinciais, obtenção de material desportivo para massificar o ténis nas distintas localidades também tiveram \"peso de ouro\" na reeleição de Matias Castro da Silva.
Contudo, o seu primeiro mandato teve como nota negativa, a inexistência de instalações apropriadas para o funcionamento administrativo da Federação, que configurava uma espécie de \"monopólio\" na gestão de todos os trâmites para colocar em prática as linhas de força esboçadas no âmbito da candidatura, além da limitada falta de comunicação institucional com os órgãos de comunicação social. Os tenistas nacionais acreditam que a nova filosofia de trabalho da titular da pasta do ministério de tutela, Ana Paula do Sacramento Neto, auxiliada pela Direcção Nacional de Desportos, pode abrir um panorama favorável à criação de premissas que tornem o \"projecto\" de Matias Castro funcional em plenitude.


Vitória
Carlos Capitango valoriza

A lisura no processo eleitoral dos corpos sociais da direcção da Federação Angolana de Ténis e a unanimidade dos associados na votação da lista de consenso espelha o desejo da família do ténis em ver resolvida, de uma vez por todas, a difícil situação em que a modalidade se encontrava desde o fim do mandato da direcção anterior.
A avaliação foi feita pelo representante dos associados provinciais, Carlos Capitango, no final do pleito que culminou com a recondução de Matias Castro da Silva para o cadeirão máximo do órgão que gere o ténis nacional,  para o ciclo olímpico 2017/2020, que decorreu no sábado de manhã, na sede do comité Olímpico Angolano.
O secretário -geral da Associação provincial de Ténis da Lunda - Norte avançou que o processo cumpriu  os requisitos emanados do regulamento eleitoral da instituição em causa, cujos preceitos atribuem poderes aos associados, para a realização de uma assembleia -geral com anuência do presidente de mesa cessante e do Ministério de tutela.
\"Foram cumpridos os pressupostos para levar à cabo o nosso processo eleitoral, de forma que o consenso da população votante espelha bem o desejo de colocar um fim, à difícil situação que se arrastava por muito tempo. Existe , de facto, um pequeno grupo de pessoas que se acha no direito de falar pela maioria, mas não têm o direito de falar pela voz da unanimidade\", frisou Carlos Capitango.
As eleições foram marcada durante a Assembleia-geral ordinária, realizada dia 20 de Janeiro corrente, na Galeria dos Desportos,  que contou com a presença do representante oficial do ministério da Juventude e Desportos, Sapalo Ximuezembe, em que  Carlos Capitango foi cooptado para liderar o processo que ia culminar na criação da comissão eleitoral.

Ao ex-presidente da mesa da assembleia-geral, Caetano de Sousa, foi-lhe comunicada  a realização da assembleia-geral, \"tendo anuído aos procedimentos pelo facto das estruturas anteriores estarem sem legitimidade\" por caducidade.
Associação
de Luanda projecta
renovação de corpos sociais

O secretário -geral da Associação Provincial de Ténis de Luanda, Plínio Pedro, informou que os membros daquela instituição devem  realizar nos próximos dias a assembleia-geral ordinária, com vista à criação da comissão eleitoral e marcação das eleições dos corpos gerentes para o quadriénio 2017/2020.
Indagado sobre a ausência da Associação da capital, nas eleições da nova direcção da Federação Angolana de Ténis, Plínio Pedro deixou transparecer a surpresa, ao dizer que \"não estou a par de que as condições estavam criadas para o efeito\", contudo, reconheceu que a Associação de Luanda estava sem legitimidade para fazer parte do processo desta natureza, por ainda não ter renovado os mandatos.
O técnico de formação, preferiu não tecer qualquer comentário sobre as divergências que existem entre alguns agentes desportivos ligados ao ténis, quanto à recondução de Matias Castro da Silva no topo da hierarquia gestora da modalidade, frisou que a sua preocupação, no momento, \"tem a ver com a resolução do impasse na Associação provincial\".


Novos corpos
sociais da FAT

Gonçalves Sebastião Moco, presidente da mesa da assembleia geral, Joaquim Alfredo Tandela, vice-presidente e a secretária, Maria Antónia André.
Com Matias Castro da Silva, na presidência de direcção, o  elenco executivo conta com João Sanda, Garcia Kiambi, vice -presidentes, António Fernando João Malengue, secretário -geral, João da Silva Adão e Eunice Maria da Costa, são vogais. O conselho fiscal é presidido por Alexandre Chipongue e conta com os vogais, Armando Tchilueyele Mucha e Áurea Rozeneide Lucas Sampaio.

Edú João Luzitano preside o conselho de disciplina, ao lado das vogais Tânia Patrícia Freitas Simão e Mariza Anieth Manuel Pedro, ao passo que o conselho jurisdicional é composto pelo presidente, Dário Anderson Viegas Leão Peres e vogais, Carla Patrícia Abreu dos Santos e Tito Maurício de Sousa Francisco.


REESTRUTURAÇÃO
Descontentamento da ex - comissão administrativa

Os membros da comissão administrativa da Federação Angolana de Ténis, convocaram para a última  sexta-feira uma conferência de imprensa, no Clube de Ténis de Luanda, com o intuito de anular o processo eleitoral que se realizou no sábado de manhã, na sede do COA, que culminou com a eleição da lista de consenso entre os associados.
Constituída por Genivaldo Dias, Baltazar Roque, Eliseu Maria, Ana Balbina e Araujo Sebastião, a comissão administrativa foi criada em Janeiro de 2017, pela então Direcção Nacional de Politica Desportiva, para num período de cerca de seis meses criar as condições para a transição, isto é, renovação das estruturas gestoras.
A referida comissão administrativa mostrou-se incapaz de levar à bom porto as tarefas que lhe foram incumbidas, sob pretexto de não existir condições humanas nem materiais para se manter o actual modelo de gestão,  a letargia do ténis manteve-se até à presente data, para desespero dos atletas e dirigentes desportivos pelo país adentro.
O Jornal dos Desportos procurou junto dos associados, saber que opinião tinham sobre o posicionamentos dos contestatários, tendo os associados convergido na afirmação de que \" não existe nenhuma comissão administrativa, porquanto o seu tempo expirou há muito tempo, o que pressupões a ilegitimidade\".

Breve historial
da crise
nos \"courts\"


A Federação Angolana de Ténis conheceu momentos de estabilidade, durante o consulado de Gomes Maiato, coadjuvado pelo então secretário -geral João Nogueira (falecido), cujo mandato terminou em 2008.
Os problemas despoletaram com o débil processo eleitoral, para a direcção que veio substituir Gomes Maiato, que concorreu na lista A, liderada por José Dias e a alista B era encabeçada por Matias Castro da Silva. Este último, levava vantagem no escrutínio, mas os adversários alegaram a existência de votos inerentes a clubes \"fantasmas\".
Depois da retirada de supostos votos de clubes, que \"só existiam no papel\", José Dias foi considerado vencedor das eleições, facto que levou a que Matias Castro da Silva impugnasse os resultados com a entrada de um processo junto do Tribunal Provincial de Luanda, e mais tarde no Tribunal Supremo.
Com o arrastar do tempo, o Ministério da Juventude e Desportos conferiu legitimidade à direcção de José Dias, que veio a abdicar do cargo três anos depois, devido à pressão dos associados, que deram abertura a que Matias Castro Silva assumisse a presidência, através da indigitação unânime dos associados.